Antes de qualquer conquista, desafio ou transformação… existiu uma menina ariana.
Curiosa, cheia de energia, com aquele jeito determinado e impulsivo que só quem é de Áries entende. Uma menina que cresceu entre risos, broncas, aprendizados e muito amor. Essa menina era eu.
Minha infância foi marcada por momentos simples, mas que carrego no coração até hoje. Cresci ao lado dos meus dois irmãos — e, mesmo com as brigas bobas típicas de irmãos, eles sempre foram minha companhia, minha referência e, de muitas formas, meus primeiros melhores amigos.
Meu pai sempre foi um homem de poucas palavras, mas de atitudes fortes. Um daqueles que ensina mais com o exemplo do que com discursos. Lembro do jeito firme, do olhar que falava mais do que mil frases, e da forma como ele fazia questão de proteger a gente, mesmo que fosse no silêncio dele.
Já minha mãe… ah, minha mãe! Um furacão de sentimentos, força e cuidado. Ela foi (e ainda é) a alma da casa, a que dava conta de tudo mesmo nos dias mais difíceis. É impossível contar minha história sem falar do colo dela, das vezes que me defendi atrás da saia dela, ou das palavras doces (e firmes) que me moldaram.
E quando eu já tinha 21 anos, minha família ganhou mais uma bênção: uma irmãzinha que chegou para completar ainda mais nosso ciclo de amor, risadas e, claro, aquelas confusões que só quem tem irmãos conhece. Ela trouxe uma nova luz para todos nós e renovou minha sensação de família — que é um lugar de acolhimento para sempre.
Entre brincadeiras na rua, cafés passados na hora errada, castigos por aprontar e abraços inesperados… foi ali que minha história começou.
Foi ali, com eles, que entendi o que era amor, responsabilidade, partilha e coragem.
Hoje, ao escrever isso, percebo o quanto carrego deles em mim.
E mesmo que o tempo tenha passado, aquela menina ariana ainda vive aqui dentro — agora com mais histórias pra contar, mas com a mesma essência que nasceu naquele lar.
Com carinho,
Giovanna

